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Café e Saúde
Por que o café
faz bem? |
O café não é remédio,
mas a comunidade médico-científica já considera a planta como
funcional (previne doenças mantendo a saúde) ou mesmo nutracêutica
(nutricional e farmacêutico). Isso porque o café não possui apenas
cafeína, mas também potássio, zinco, ferro, magnésio e diversos
outros minerais, embora em pequenas quantidades. O grão do café
também possui aminoácidos, proteínas, lipídeos, além de açúcares
e polissacarídeos. Mas, o principal segredo: possui uma enorme
quantidade de polifenóis antioxidantes, chamados ácidos clorogênicos.
Durante a torra do café, esses ácidos clorogênicos formam novos
compostos bioativos: os quinídeos. É nessa etapa também que as
proteínas, aminoácidos, lipídeos e açúcares formam os quase mil
compostos voláteis responsáveis pelo aroma característico do café.
É toda essa composição que faz do café uma bebida natural e saudável.
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Os benefícios
à saúde |
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O
Programa Café e Saúde tem como Coordenador Científico o Prof.
Dr. Darcy Roberto Lima. Ph.D em Medicina pela Universidade
de Londres, este médico, escritor e professor do Instituto
de Neurologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e
Diretor Associado de Pesquisas, ICS, Vanderbilt
University, TN, USA, dedica-se a pesquisar os efeitos
do café na saúde humana há mais de 20 anos. |
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CAFÉ
E COMPOSIÇÃO QUÍMICA:
O café não é só cafeína
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A maioria
das pessoas que toma café diariamente ignora quais são as substâncias
que estão presentes no café e pensa que o café contém apenas ou
principalmente cafeína.
Grande engano.
O café possui apenas 1 a 2,5 % de cafeína e diversas outras substâncias
em maior quantidade. E estas outras substâncias podem até ser mais
importantes do que a cafeína para o organismo humano. |
O
grão de café (café verde) possui além de uma grande variedade
de minerais como potássio (K), magnésio (Mg), cálcio (Ca), sódio
(Na), ferro (Fe), manganês (Mn), rubídio (Rb), zinco (Zn), Cobre
(Cu), estrôncio (Sr), cromo (Cr), vanádio (V), bário (Ba), níquel
(Ni), cobalto (Co), chumbo (Pb), molibdênio (Mo), titânio (Ti)
e cádmio (Cd); aminoácidos como alanina, arginina, asparagina,
cisteína, ácido glutâmico, glicina, histidina, isoleucina, lisina,metionina,
fenilalanina, prolina, serina, treonina, tirosina, valina; lipídeos
como triglicerídeos e ácidos graxos livres , açúcares como sucrose,
glicose, frutose, arabinose, galactose, maltose e polissacarídeos.
Adicionalmente o café também possui uma vitamina do complexo B,
a niacina (vitamina B3 , PP ou "Pelagra Preventing" do inglês)
e, em maior quantidade que todos os demais componentes, os ácidos
clorogênicos, na proporção de 7 a 10%, isto é, 3 a 5 vezes mais
que a cafeína.
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CAFÉ
E DEPENDÊNCIA
O café não causa vício, mas sim um hábito saudável, como
o exercício |
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Uma
das principais críticas das pessoas que não gostam ou que ainda
possuem preconceito contra o café é de que a bebida causa dependência.
Talvez seja pela água que o café possui. Pois caso uma pessoa seja
colocada numa sala com alimentos, mas sem água por uns poucos dias,
ela reclamará a falta da água. E apresentará sinais de dependência
da água. Boca seca, sede intensa, apatia, prostração e fraqueza
são sinais iniciais da falta de água. A seguir podem surgir delírios,
alucinações e alterações do comportamento. A pessoa lentamente fica
confusa e perde a consciência. A seguir entra em coma e morre. |
A
primeira coisa que cada ser humano faz ao nascer é se tornar dependente
químico. Ao respirar pela primeira vez o recém nascido torna-se
dependente do oxigênio para todas as atividades bioquímicas de seu
organismo. A seguir torna-se dependente químico do mais nobre dos
alimentos: o leite materno. Por isto podemos ser dependentes de
coisas saudáveis, como água, leite, café e exercícios (hábitos saudáveis)
ou dependentes químicos de substâncias que prejudicam a saúde (vício),
como o tabaco, álcool e drogas ilegais.

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CAFÉ
E CRIANÇAS
Café com leite é a bebida
natural mais adequada para crianças |
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Para
milhares de crianças brasileiras a primeira e muitas vezes a principal
refeição do dia é uma mistura de café com farinha ou leite. Somada
a força e a perseverança, estas crianças sobrevivem saudáveis e
podem servir de exemplo para outras, ao vencerem na vida, apesar
de tudo e de todos. Mas assegurar uma boa nutrição, principalmente
a infantil é o maior compromisso social de toda nação.
Muitas crianças com fome são esquecidas em detrimento da preservação
de árvores, da natureza e de animais selvagens, todas partes da
bela natureza e do meio ambiente. |
Mas
uma criança é a maior riqueza da natureza e a coisa mais bela de
qualquer ambiente. Enquanto que o preconceito contra o café faz
com que as crianças tomem pouco ou mesmo não tomem café diariamente,
puro ou com leite, o mesmo não acontece com outras bebidas. Na atualidade
tomar refrigerantes ou sucos artificiais para saciar a sede é um
hábito diário de quase todas as crianças, em lugar de um simples
copo de água. E estudos recentes feitos por médicos ingleses detectaram
que o consumo exagerado de refrigerantes por adolescentes não apenas
ajuda a destruir os dentes, mas pode provocar problemas de comportamento
e afetar o crescimento. E cerca de 1/3 das crianças americanas são
obesas graças ao consumo de bebidas e alimentos artificiais, incluindo
refrigerantes. E ao mesmo tempo, as crianças são erroneamente educadas
de que o consumo de café pode ser prejudicial para a saúde. Pois
o café pode ajudar as crianças, adolescentes e jovens nas escolas.
O consumo moderado e diário de café, ao estimular o sistema de vigília,
atenção e concentração, pode ajudar no aprendizado escolar. E para
tal basta que o café seja tomado pela manhã - com ou sem leite -
e na merenda escolar, depois do café da manhã, seguindo-se um café
no lanche da tarde. A humanidade escolheu o café como bebida diurna
porque ele estimula o sistema de vigília do cérebro humano, mantendo-o
mais acordado. O consumo diário e moderado de café torna o cérebro
mais atento e capaz de suas atividades intelectuais, diminui a incidência
de apatia e depressão e estimula a memória, atenção e concentração,
melhorando a atividade intelectual normal.

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CAFÉ
E ATLETAS
Café, uma bebida natural, é a mais saudável para
atletas |
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Corredores
de maratona e atletas de outras formas de exercício intenso
aumentam os níveis de endorfina no cérebro, criando
uma forma de auto-gratificação interna ( "self-reward").
Isto faz com que o atleta treinado siga adiante ao atingir um ponto
máximo de cansaço, que leva todas as pessoas sem treinamento
a pararem por fadiga. Caso os atletas tomassem café diariamente
durante os treinos, na dose mínima de 4 xícaras, é
possível imaginar que os ácidos clorogênicos/
quinídeeos do café bloqueariam os receptores que são
estimulados pelas endorfinas, peptídeos opióides cerebrais.
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Isto faria com que
os neurônios do cérebro aumentassem sua descarga
de endorfinas para trazer o estímulo necessário
para o atleta prosseguir, atingindo a auto-gratificação
num nível mais alto. Atletas assim treinados, teriam um
cérebro trabalhando contra uma resistência a auto-gratificação.
E quando esta resistência fosse retirada, certamente este
cérebro estaria com uma maior capacidade de produzir a
auto-gratificação. Deste forma, atletas treinados
consumindo diariamente café, caso parassem de tomá-lo
na véspera e nos dias de competição, poderiam
ter sua performance aumentada de forma significativa, sem qualquer
tipo de "doping ". Apenas aumentando, além da
capacidade dos músculos, a capacidade do cérebro
de prosseguir mais além.
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CAFÉ
EM EXCESSO
Café e cafeína não possuem riscos em doses moderadas
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Tudo
em excesso pode fazer mal.
As críticas ao consumo de cafeína em quantidades moderadas
são total e completamente infundadas, mas ainda arraigadas
ao limitado conhecimento de pessoas desinformadas.
Em
quantidades moderadas - o equivalente a 400-500 mg/dia - dose de
até 4 xícaras - a cafeína não é
prejudicial a saúde humana, desde a gestação
até o final da vida. |
A administração
aguda de cafeína causa um aumento modesto da pressão
sangüínea arterial, dos níveis de catecolaminas,
da atividade de renina plasmática, dos níveis de
ácidos graxos livres, da produção de urina
e da secreção gástrica. Ela altera o espectro
eletroencefalográfico, o humor e o padrão do sono
em voluntários normais. O consumo crônico de cafeína
não possui efeitos na pressão sangüínea,
nos níveis plasmáticos de catecolaminas, na atividade
de renina plasmática, na concentração de
colesterol no soro, nos níveis de glicose no sangue ou
na produção de urina. A cafeína não
está associada com o infarto do miocárdio, nem com
o câncer do trato genitourinário inferior ou do pâncreas;
com teratogenicidade ou doença fibrocística da mama.
O papel da cafeína na produção de arritmias
cardíacas ou de úlcera gástrica ou duodenal
em pessoas normais também não foi confirmado, não
havendo evidências de que a cafeína seja prejudicial
ao ser humano sadio. Apesar do consumo de café e chá
ser antigo, as pesquisas que avaliam os efeitos do café
no homem são recentes. Cerca de uma centena de produtos
químicos foi identificada no café, sendo algumas,
como o ácido clorogênico, até mais abundantes
que a cafeína. A cafeína é o elemento do
café mais estudado até o momento e o principal responsável
pelas propriedades estimulantes que deram a popularidade à
bebida. Mas seu consumo moderado não é prejudicial
ao organismo.

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CAFÉ E CORAÇÃO
Ao contrário do que se pensava, o consumo moderado de café
pode fazer bem ao coração
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A
depressão é um fator independente de risco cardiovascular
para homens e estudos modernos avaliam o papel protetor de medicamentos
antidepressivos e hábitos alimentares.
O consumo diário de doses moderadas (três a quatro
xícaras ao dia) de café torrado adequadamente (café
funcional nutracêutico) pode ser benéfico na prevenção
da depressão/DCV por conter, em quantidades superiores às
de cafeína (1-2%), compostos quinídeos derivados dos
ácidos clorogênicos (2-4%) com ação antioxidante,
além de potente ação antagonista opióide
(tipo naltrexona) e efeito inibidor da recaptação
de adenosina. |
No passado um grande
número de cardiologistas julgava que o café possuía
apenas cafeína, desconhecendo que a bebida contém
também maiores quantidades de sais minerais (2-4%), ácidos
clorogênicos e quinídeos (2-4%), niacina ou vitamina
PP (1%) além da cafeína (1-2%) e centenas de óleos
voláteis responsáveis pelo aroma e sabor da bebida,
característicos de cada região produtora e dos blends
dos fabricantes. Na atualidade evidências científicas
permitem classificar o café como uma planta funcional nutracêutica.
E novos estudos estão em andamento para avaliar o possível
benefício de seu consumo na prevenção da
depressão, tabagismo, alcoolismo e mesmo infarto do miocárdio.
Por esse motivo o médico deve mudar seu preconceito em
relação ao café, o qual considera possuir
apenas cafeína, mas reconhecer que talvez possa até
ser recomendado a seus pacientes (além do consumo próprio)
desde que em quantidades moderadas (3-4 xícaras diárias).

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CAFÉ E DIABETES
Estudos modernos mostram que o consumo regular de café protege
contra o surgimento da diabetes do adulto |
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O diabetes tipo II ou
insulino-independente (tipo adulto) tem início na maturidade,
geralmente após os 40 anos, e os pacientes são em sua
maioria obesos e a evolução é lenta. O diabetes
do tipo 2 é responsável por 90% dos casos. Há
um componente genético importante e, embora a função
das células beta do pâncreas esteja diminuída,
persiste uma certa capacidade de secreção de insulina,
havendo maior resistência ao desenvolvimento de cetose. |
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Os sintomas mais freqüentes são poliúria (diurese
abundante), polidipsia (sede intensa) e emagrecimento e as complicações
mais comuns são retinopatia e nefropatia, todas passíveis
de controle pelo acompanhamento rigoroso da glicemia. Estudos recentes
sugerem que o consumo diário de até 6 xícaras
de café pode prevenir o surgimento do diabetes tipo II, não
devido a cafeína mas talvez devido aos ácidos clorogênicos,
seus metabólitos ou aos minerais como o magnésio,
dentre inúmeras outras substâncias ainda a serem estudadas
no café, que não é só cafeína,
abrindo uma nova área de pesquisa sobre o papel protetor
do consumo de café.

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CAFÉ, CÁLCIO E OSTEOPOROSE
O consumo moderado de café não interfere na absorção
do cálcio e não causa osteoporose |
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Um conceito errado entre
muitos profissionais de saúde, como nutricionistas, é
o de que a cafeína interfere na absorção do cálcio,
diminuindo-a, podendo assim causa osteoporose. Trata-se de algo totalmente
infundado. A cafeína não atua como um quelante do cálcio,
como o antibiótico tetraciclina, que impede a absorção
de cálcio. O cálcio tem seu metabolismo rigorosamente
controlado por uma série de hormônios e vitamina (vitamina
D), de forma que dos 1.200 mg que ingerimos diariamente, apenas 300
mg são absorvidos. Caso precisemos de mais cálcio, o
intestino apenas aumenta sua absorção. |
| O
consumo moderado de cafeína não causa osteoporose
em idosos nem aumenta o risco de fraturas. Denúncias iniciais
levantaram a suspeita de que o consumo de cafeína pudesse
ser responsável por uma maior incidência de osteoporose
e fraturas em idosos, mas diversas pesquisas modernas esclareceram
esta dúvida inicial. O risco de fratura do quadril apresenta
uma modesta relação com o consumo de doses elevadas
de cafeína, superiores a cinco xícaras diárias
(acima de 700 mg de cafeína por dia) em alguns estudos enquanto
que outros concluem que não existe relação
entre o consumo de cálcio, leite, fósforo, proteínas,
vitamina C e cafeína e fraturas do quadril. Também
concluem que exercícios recreacionais na infância e
adolescência parecem ajudar a proteger contra este tipo de
fratura. A menopausa esta associada a uma diminuição
da densidade óssea e osteoporose, que pode ser agravada pelo
tabagismo, pois este diminui a absorção de cálcio.
O consumo moderado de cafeína não possui relação
com o problema, mas o consumo exagerado de cafeína deve ser
evitado por pessoas idosas e mulheres na menopausa, isto é,
de doses acima de 500 mg diários de cafeína pode influir
na ocorrência de osteoporose, mas apenas nas mulheres que
consomem uma quantidade inferior a 800 mg de cálcio na dieta
. A falta de consumo diário de leite pode estar relacionada
a uma maior incidência de osteoporose em idosos, algo que
pode até ser prevenido com duas a três xícaras
diárias de café com leite.

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CAFÉ, ALCOOLISMO E DROGAS
O café forma durante a torra adequada
produtos que ajudam a inibir o desejo de consumir álcool
e drogas ilegais |
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O
alcoolismo social é uma forma de dependência crônica
aceita e praticada pela maioria dos adultos nas sociedades modernas
e o alcoolismo agudo e crônico se constituem na principal
forma de toxicomania da espécie humana na atualidade.
O
controle do alcoolismo na atualidade é feito com medicamentos
com propriedades antagonistas opióides, como o naltroxone
e o nalmefene. Pois o café possui potentes antagonistas
opióides, os quinídeos formados na torra do café
a partir dos ácidos clorogênicos.
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E pouco é
conhecido sobre outros efeitos sobre o organismo humano dos quinídeos,
que também possuem uma ação inibidora da
recaptação da adenosina, atuando também como
antagonistas dos efeitos excessivos da cafeína sobre as
células, um efeito citoprotetor. Por isto, os ácidos
clorogênicos e os quinídeos formados na torra adequada
do café podem até ser mais importantes que a cafeína
na bebida e de grande ajuda na prevenção e controle
da depressão e suas conseqüências como suicídio
e o alcoolismo, uma forma lenta de suicídio e suas conseqüências,
como a cirrose.

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CAFÉ,
DEPRESSÃO E SUICÍDIO
Pesquisas modernas mostram que o consumo de café pode diminuir
o risco de depressão e suicídio |
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A depressão mental
é uma resposta completamente normal do cérebro humano
a situação e adaptação social do indivíduo.
Apenas a resposta depressiva tende a integrar o indivíduo numa
sociedade, a valorizá-la e nela adaptar-se.
O sintoma depressivo é uma forma de reação altamente
evoluída do cérebro humano na escala animal e serve
para proteger o excesso de individualismo do homem, que pode prejudicar
sua integração na sociedade. Também serve para
evitar que o indivíduo quebre normas estabelecidas. |
Todo ser humano
apresenta periodicamente depressão mental, dentro de uma
resposta normal do cérebro. Apenas quando ela aparece sem
uma causa desencadeante ou permanece por tempo e intensidade demasiados,
o indivíduo pode necessitar de ajuda. Tristeza, angústia,
medo, saudade e sofrimento são formas atenuadas de depressão
e demonstram a reação do indivíduo na sua
adaptação familiar e social, representando reações
sadias do convívio humano. Cerca de 20 % da população
adulta apresentam durante sua vida episódios depressivos
com manifestações clinicas significativas que precisam
ser controlados com um tratamento especializado com medicamentos.
A depressão, como a ansiedade, pode ser a manifestação
final de fatores genéticos, problemas de desenvolvimento
(distúrbios da personalidade), traumas de infância
ou de problemas psicossociais (divórcio, desemprego ).
A depressão pode ser um fenômeno reacional, normal,
podendo também ser parte de uma doença depressiva
que requer tratamento médico especifico e eficaz. Em situações
de grande tristeza as mulheres ativam uma área do cérebro
oito vezes maior que o homem. Esta hiperatividade é seguida
por um período de depressão, razão pela qual
as mulheres são mais suscetíveis a sofrerem de depressão.
Há uma relação entre a depressão e
a auto-estima (amor próprio), sendo que a depressão
normal esta relacionada positivamente com a auto-estima, isto
é, uma depressão discreta aumenta com a auto-estima
- , mas caso a depressão se torne exagerada e anormal,
a auto-estima começa a diminuir até atingir um nível
zero, onde o risco de suicídio é grande, pela perda
total do amor-próprio, levando o indivíduo ao suicídio.
Diversas pesquisas epidemiológicas no Brasil e Estados
entre jovens, adultos e mulheres comprovaram que o consumo diário
e moderado de café diminui o risco de depressão
e suicídio.

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Fonte: ABIC
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